28 de setembro de 2008

Destino: Fernando de Noronha

É isso aí amigos!
Nossa Expedição Águas do Brasil está agora nas águas cristalinas de Fernando de Noronha.
(Foto: João no Festival Gastronömico do Zé Maria)

Não temos conseguido atualizar o blog porque a Internet aqui é precária e estamos muito envolvidos com o lançamento do livro. Desde que chegamos, há 9 dias, o João não faz outra coisa se não trabalhar. Trabalha mostrando livro pra turista, trabalha lançando o livro nos melhores restaurantes, trabalha negociando com as lojas, trabalha vendendo seu material no por do sol como de costume. Realizar sonhos sempre vem com muito trabalho!

Fomos muito bem recebidos aqui, como sempre. “Bons filhos sempre à casa retornam” foi o que ouvi um ilhéu dizer para o João noutro dia. Estamos nesse momento usufruindo do total conforto que a Pousada Beco de Noronha nos cedeu, em troca de comunicação da pousada no blog e nos sites que escrevemos. Mas o melhor de estar aqui esses dias não é o conforto e sim a delicia da companhia da nossa amiga Silvana com seu maridão superfuncional Sebastião e seu filho, vencedor do troféu criança mais simpática e tranquila da ilha, Hugo.

Se vierem para Noronha, este é o lugar para ficar:
www.becodenoronha.com.br

Terça-feira voltaremos para o quartinho que alugamos. Não tem conforto, inclusive não tem chuveiro (!!!) mas tem pessoas maravillhosas e uma vista das mais estonteantes que já vi!
Em breve voltaremos aqui com um texto mais detalhado da nossa experiência e, prometo ,fotos de verdade!

Namastê!

João. Na Revista Época (Online)

Para ler a reportagem CLIQUE AQUI

14 de setembro de 2008

João. No O Globo - Barra!


É isso aí amigos! Uma matéria no O Globo - Caderno Barra, em 14 de setembro de 2008!
O lançamento do livro "Viver Fernando de Noronha" é nesta quinta (18 de setembro), no restaurante Líquido em ipanema, Rua Barão da torre, 398 (Pça. Nossa Senhora da Paz) a partir das 18:30. Estão todos convidados.

5 de setembro de 2008

Fotógrafo carioca lança "Viver Fernando de Noronha" - texto Ana Cristina Rosado

O fotógrafo João Vianna lança, dia 18, deste mês o livro "Viver Fernando de Noronha", pela Réptil Editora. A obra é o resultado do privilégio de viver, durante três anos, onde todo o brasileiro sonha em tirar férias – o arquipélago de Fernando de Noronha.

Tudo começou quando este professor de educação física, um quase-urbano, decidiu dar ouvidos ao coração e se mudou de mala e rolos de filme, indo morar na ilha. Com a alma em expansão de quem faz o que ama, ele revelou, filme após filme, uma Noronha até pouco tempo incógnita.

Um registro sincero de quem se valeu dos próprios olhos como a melhor lente, e que, através de sua contemplação, proporciona aos leitores uma verdadeira viagem de sons, luzes, costumes, surf, fauna & flora, gente, sonho, céu e mar, contrastes e magia. "O livro é inédito por ser o único do assunto produzido por um fotógrafo que morou em um dos mais belos paraísos tropicais do mundo. Nele, o leitor tem acesso, de vários ângulos e situações, às paisagens e locais nunca antes vistos por turistas que já foram à ilha", diz João Vianna.

"Viver Fernando de Noronha" possui 62 fotografias, escolhidas a dedo, de um acervo de mais de 15.000 imagens. Vianna, que registrou paisagens nas diferentes estações do ano, conhece trilhas e caminhos da Ilha com a palma da mão. Bom nadador, com habilidade para o mergulho em apnéia, obteve belíssimas fotos da rica vida marinha. Cardumes exibindo sua coreografia sincronizada, além de predadores e presas dramatizando a ópera da sobrevivência entre coloridos corais e o vai-e-vem das algas podem ser apreciados no livro, que é uma verdadeira obra de arte. Registros de surfistas e atobás pegando onda e o trabalho dos pescadores também foram feitos por Vianna.

"No estado de sentir a areia ser aquecida pelo amanhecer, observar o vai-e-vem dos pássaros, testemunhar a força das "marés de lua", admirar o sol que mergulha sem pressa no mar dourado que registrei fragmentos e os compartilho com os leitores e amantes de Noronha. As imagens podem conter nas suas "entrelinhas", além da beleza doada pela natureza, elementos para reflexão", desta forma Vianna explica como montou a obra.

João Vianna, ligado nas questões ambientais, aderiu ao Projeto de reflorestamento Verde-Amanhã – uma iniciativa da fundação Jayme Sholna, o que confere ao livro "Viver Fernando de Noronha" o selo do projeto. As árvores usadas na produção do papel não são de desmatamentos ilegais e o impacto ambiental causado pela produção desta obra resultou no plantio de 47 mudas de árvores nativas em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

O coquetel de lançamento acontecerá às 18h30, no Restaurante Líquido – Rua Barão da Torre, 398 – Ipanema.

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Lançamento Livro "Viver Fernando de Noronha", pela Editora Réptil

Dia: 18 de setembro, quinta-feira

Hora: às 18h30

Local: Rua Barão da Torre, 398 – Restaurante Líquido – em Ipanema

Valor do livro: 69,00

Entrada Franca

3 de setembro de 2008

Exposição Águas do Brasil - roteiro pelo sul do Brasil

Depois do sucesso do sorteio das fotos vamos manter a exposição on line. Agradecemos à todos pela participação!!!
João e Amelia

2 de setembro de 2008

O Sorteio!

29 de agosto de 2008

Resultado do sorteio

Acontecerá na segunda-feira 02 de setembro o sorteio das fotos da exposição "Águas do Brasil". O vídeo do sorteio será exibido aqui, Desejamos à todos boa sorte!!!

7 de agosto de 2008

É com muita satisfação e alegria que a "Expedição Águas do Brasil" realiza a sua primeira exposição virtual de fotografia. As fotografias foram feitas durante os três meses de viagem pelo sul do Brasil. A exposição tem o apoio do Mundo da Foto (empresa que apoia a expedição, fornecendo material e serviços, como ampliações, scaneamento...) Obrigado Beto e Simone.

Junto à exposição, estaremos realizando um sorteio.
Três fotografias impressas em formato 25x38 serão sorteadas entre aqueles que deixarem um comentário junto com a frase "Quero a foto (nome da foto) da expedição".
O sorteio será realizado na última semana de agosto, filmado e publicado aqui . Participem!


CLIQUE AQUI PARA VER A EXPOSIÇÃO E ESCOLHER A SUA FOTO

Dicas:

- Para ver a exposição - clique no link acima.
O ideal é esperar alguns minutos para que todas as fotos baixem e você as veja tranquilamente.

- Para ver o nome da foto
Se o nome da foto não aparecer, clique em "Opções" (em baixo da tela no canto direito) e "sempre exibir título" e depois "salvar".
Ou, caso tenha dificuldades, descreva a foto no comentário.

- Para fazer um comentário e concorrer a uma foto
1) Click no link "comentário";
2) Uma tela abrirá com um espaço do lado esquerdo para se escrever a mensagem;
3) Após escrever a mensagem, preencha o espaço de "Verificação de Palavras" que fica logo abaixo do espaço da mensagem. (Basta copiar as letras que aparecem);
4) O próximo passo é "Escolher uma Identidade". O mais simples será escolher "Anônimo";
5) Para terminar, basta clickar "Publicar Comentário".

IMPORTANTE: Não esqueça de assinar a mensagem e colocar seu email para contato, além de informar qual a foto (nome da foto) de sua escolha!

BOA SORTE!

3 de agosto de 2008

De braços abertos!

Assim, de braços abertos, fomos recebidos por parentes e amigos na nossa cidade natal! Depois de três meses nas estradas do sul do Brasil, 8 mil quilômetros rodados e muitas histórias pra contar estamos de volta ao Rio, de passagem, para alguns compromissos. Entre eles, eu (João) estou finalizando o livro "Viver Noronha" que também será lançado em breve.

E pra não deixar o blog parado, estaremos lançando na semana que vem a I Exposição Virtual Águas do Brasil, com uma seleção das melhores e inéditas fotos da expedição. E também estaremos sorteando algumas fotos impressas (formato 25x38 cm) entre aqueles que postarem comentários durante a exposição.

Beijos!
João e Amelia

27 de julho de 2008

Baleia à vista! Praia do Rosa


Chegamos à Praia do Rosa. Quantas surpresas! O lugar é realmente especial, principalmente pelos encantos e cantos que vem do mar.
A Praia do Rosa é um bom lugar para aqueles que buscam descanso em meio à natureza e que querem fugir das praias super povoadas. Chama-se assim em homenagem à figura do pescador nativo, Dorvino Manoel da Rosa, que hospedava e recebia carinhosamente os surfistas que descobriam a praia nos anos 70, quando só se chegava a pé e as casas e estradas eram iluminadas à lamparina. Algo ainda sugere a lembrança desta antiga vila . O carro de boi ainda é um veículo de transporte utilizado na praia nos meses de Maio a Junho, período em que a pesca artesanal da tainha movimenta a comunidade nativa.
Infelizmente pudemos notar um grande aumento no número de pousadas (hoje mais de uma centena) e de empresas, como restaurantes e casas noturnas. O que sugere para nós aumento de conforto, progresso e badalação. Mas isso tem um custo ambiental que deve vir acompanhado de uma consciência de que é necessário preservar. Conversando com moradores locais ficamos sabendo que nas épocas mais badaladas da região (Carnaval e Ano Novo), muito lixo é deixado nas praias.
Além de suas brancas areias, trilhas na mata atlântica, dunas e lagoas, um dos grandes atrativos da Praia do Rosa é a observação da Baleia Franca Austral - espécie ameaçada de extinção - que utiliza esta praia (e outras do litoral catarinense) para acasalar e passar os primeiros meses de vida dos filhotes. Um espetáculo que acontece de junho a outubro e nós felizmente estávamos por lá!

Logo no primeiro dia fomos orientados a ir até a Praia da Ribanceira e, passeando pela beira do mar, começamos a ver os borrifos de água. Lá estava ela! Logo depois vimos outra e mais outra... Bem próximas da arrebentação havia várias baleias acompanhadas de seus filhotes. Ficamos bem excitados e eu fiquei algum tempo tentando fotografá-las. Mas infelizmente da areia não consegui boas imagens. É necessário uma boa dose de paciência e sorte para observar os grandes mamíferos entre saltos e acrobacias.

No dia seguinte fomos à Imbituba para conhecer o museu da Baleia ( http://www.baleiafranca.org.br/oprojeto/oprojeto_museu.htm ) e conhecer um pouco mais sobre ela.
"A baleia franca pode medir até 18 metros de comprimento e pesar mais de 80 toneladas."
"Também chamadas de "right whales" por serem a espécie mais fácil de matar, foram a espinha dorsal da economia de vários povoados da costa brasileira no período de colonização."
"Seu óleo era destinado a iluminação e a fabricação de argamassa e as "barbatanas" para a fabricação de espartilhos."
“De uma pequena população estimada em 100.000 animais, no início do século XX restavam em todo o planeta algumas centenas de sobreviventes.”
“Nas primeiras semanas de vida, devido ao alto teor de gordura do leite dado pela mãe, o filhote pode aumentar até 50 kg por dia.”
“Possuem no alto da cabeça calosidades, únicas em cada indivíduo, que permite sua identificação individual.”



A grande surpresa ficou reservada para o dia seguinte, com o pessoal do IBF ( http://www.baleiafranca.org/ ) - Instituto Baleia Franca. Acordamos cedo e fomos pra vizinha Praia de Garopaba, assistimos a uma palestra sobre as baleias ministrada por uma bióloga e depois fomos para o barco, de onde tentaríamos avistar as baleias, desta vez mais de perto. Depois de navegar por uma hora chegamos à Praia da Ribanceira, onde estavam lá várias baleias com seus filhotes.
Ao nos aproximarmos, os motores foram desligados e elas não estavam nem aí pra nossa presença. Indiferentes, algumas se afastaram após uma pequena aproximação. Isso se repetiu algumas vezes até que uma delas virou-se em nossa direção e tranquilamente se aproximou do barco. E veio, e veio, até que estava lá, linda, enorme! Bem do nosso lado! Pudemos ver também o filhote recebendo sua proteção. Todos no barco se emocionaram! Realmente foi um momento bem especial que será guardado para sempre em nossa memória e em algumas fotografias!


A última baleia franca morta no Brasil foi em 1973, em Imbituba. Foi só em 1980 que este gigante dos mares foi novamente avistado por um grupo de pescadores, carimbando o retorno ao seu habitat natural.
O IBF, atualmente sem patrocício, foi criado em 2001 com a parceria da empresa Turismo Vida Sol e Mar, que doa 5% de seu lucro para o instituto. Tem como objetivo a preservação e observação da baleia, promovendo palestras e buscando conhecer cada vez mais a espécie.
A nossa última noite no Rosa foi daquelas de contemplação inesquecível.
Vale a pena visitar a Lagoa de Ibiraquera, deserta e singela. Em seu entorno reside a tranquilidade e algumas famílias de pescadores . A barra da agoa se junta à praia da Luz desaguando no mar. Ali fomos ver juntos o nascer da lua cheia. O sol ainda estava se pondo na lagoa enquanto a lua subia do outro lado, no mar. Amelia ficou como que em uma partida de tênis. Olhava pra um lado, olhava para o outro lado... Sem ter como eleger o mais bonito. De uma lado a luz laranja do fogo. Do outro lado o azul apaziguador. Foi inesquecível mesmo.

23 de julho de 2008

Torres e Farol

Saímos de Praia Grande e demos uma passada rápida em Torres, RS, cidade famosa por abrigar as mais belas praias do litoral Gaúcho.

Fizemos uma caminhada pelo do Morro do Farol, que é o local ideal para avistar as belezas naturais da cidade. De lá se pode ver todas as praias, as torres, a Lagoa do Violão, as serras, as dunas e a Ilha dos Lobos.
Terminamos a caminhada no Parque da Guarita, cujos desenhos dos jardins foram feitos pelo famoso paisagista BURLE MARX. Almoçamos na beira da praia e seguimos viagem.

Voltamos para o litoral de Santa Catarina, desta vez o destino sendo o Farol de Santa Marta, que tem este nome devido ao farol construído por franceses em 1891, no alto do cabo de Santa Marta. O farol é um dos maiores do mundo, tem 29 metros de altura, com alcance de 92 km geográficos.
Confesso que logo na chegada ficamos um pouco desapontados com a paisagem do lugar. Eu já havia estado por lá há uns 15 anos atrás e na época havia umas poucas casas de pescadores. Agora o morro do farol está tomado de casas, pousadas e comércio. Uma construção em cima da outra, com pouquíssimo espaço para circulação. Pelo menos ao se afastar um pouco do farol, ainda é possível curtir praias bem desertas. Pra quem surfa o lugar é especial pois rolam “altas” ondas!

Como chegamos tarde, tratamos logo de conseguir um lugar pra dormir, e no máximo fomos até o mercadinho comprar algum alimento. Estávamos cansados e nos recolhemos cedo.
Ficamos em um camping mas conseguimos um chalé pelo mesmo preço do acampamento. Bem confortável!

Pela manhã ficamos na praia de bobeira contemplando o vai e vem dos barcos de pesca acompanhados pelas gaivotas. Foi bom poder curtir o sol que andava um pouco ausente. Compramos um peixe fresquinho e bem baratinho que foi o principal do nosso almoço - delicioso! O entardecer também foi lindo e privilegiado. "Brincamos" de fotografar - publicaremos em breve aqui no BLOG essas e muitas outras fotos que estão sendo reveladas.

Nosso próximo destino será a Praia do Rosa onde, se tivermos sorte, avistaremos as Baleias Franca que passam por lá nesta época do ano para reproduzir e amamentar seus filhotes.

Até lá.

João e Amelia

19 de julho de 2008

No interior do Cânion

Depois de curtir as emoções e belezas de Cambará do Sul voltamos para Praia Grande para terminar o roteiro dos Cânions. Já havíamos passado em Praia Grande há um mês mas devido as más condições do tempo, não havíamos feito o passeio mais interessante.

Tivemos o prazer de mais uma vez ser conduzidos pelo pessoal da APCE (Associação Praiagrandense de Condutores de Ecoturismo - www.apce-sc.com.br/ ). Desta vez quem nos guiou foi a simpática Gizaela. Segundo ela, a trilha do Rio do Boi é um passeio imperdível pra quem quer de fato sentir a energia do Cânion Itaimbezinho. Trata-se de uma trilha pelo interior dos paredões deste gigante, de onde despencam várias cachoeiras lindíssimas. O grande desafio é que a caminhada, que pode durar até 8 horas, é inteira feita pisando e se equilibrando em pedras no leito do rio. E é necessário passar por dentro d’água umas 20 vezes com a água gelada até o joelho.

A caminhada exigiu muita concentração, na certa uma forma de meditação, que consistiu em olhar o tempo todo para onde estaríamos dando o próximo passo. Parávamos de vez em quando para admirar a paisagem que era diferente e singular em cada trecho. Hora tinham poços de água cristalina, hora cachoeiras caindo dos paredões, corredeiras, sem contar as sortidas pedras, mescladas em cores, tamanhos e formas diversas.


Como o rio estava bem seco não tivemos muitas dificuldades, mas é claro que houveram uns escorregões, eu mesmo caí duas vezes dentro d’água e por pouco não molhei o equipamento fotográfico. Para que isso não acontecesse, em alguns trechos tivemos que trabalhar em equipe – atravessando o rio de mãos dadas par que um pudesse se apoiar no outro.

Após a pausa para o lanche num cenário cinematográfico, começamos a retornar. O interessante é que na volta tudo estava diferente devido à luz. A cachoeira que na ida estava na sombra passou a ter sol e outros trechos onde batia sol, agora estavam sombreados. A impressão que tive é que estava passeando num outro lugar.

E assim, após seis horas de passeio, retornamos pra cidade. Todos cansados e com fome porém com a alma repleta de felicidade!


Obrigado "Pacha Mama"!

16 de julho de 2008

De volta aos Cânions

Com uma rápida e tranqüila viagem saindo de Canela, chegamos ao município de Cambará do Sul. Já tínhamos visitado o Parque Aparados da Serra 3 semanas antes, mas não havíamos conhecido tudo. Desta vez tivemos a oportunidade de rever outros cânions, passando por um novo roteiro e finalmente com Sol e Calor!
No primeiro dia fomos à Cachoeira dos Venâncios. Pelas informações que havíamos recebido, achamos que seria apenas mais uma bela cachoeira, depois de algumas já visitadas na região.
Percorremos 17 km de estrada de terra passando por campos e entramos na fazenda por uma estradinha cercada por pastagens e gado. Em um determinado ponto tivemos que deixar o carro e seguir a pé. Já no início da pequena trilha, ficamos encantados com a formação vegetal do lugar, e tamanha foi a nossa surpresa ao ver através da mata aquele grande “lençol branco”. São várias quedas, a principal com 5 metros de altura e 100 de largura! Ficamos algumas horas por ali só curtindo o visual, o som das águas e a tranqüilidade do lugar e, quando o sol apareceu entre as nuvens, dei um bom mergulho no rio Camisas. Foi um dia muito bonito e especial para nós dois.

O dia seguinte amanheceu quente com raras nuvens no céu. Sem dúvida um dia excelente pra conhecer a maior atração do Parque Nacional de Serra Geral, o Cânion Fortaleza.
Depois de quase uma hora de estrada de terra, chegamos ao parque e fomos recebidos por dois pequenos passarinhos que cantavam sem parar - assim começamos a nossa caminhada! O impressionante é a grande dimensão de tudo no lugar. O cânion tem 7,5 km de extensão, 900 m de profundidade e até 1,5 km de largura; ou seja, nos sentimos como uma formiga no meio daquela imensidão! Ficamos algumas horas por lá caminhando e contemplando essa esplêndida obra da Natureza. Não tem como não refletir sobre como tudo foi criado. Por mais que haja explicações científicas, podemos sentir uma grande força por trás de tudo isso. O lugar tem uma energia e tanto!



Continuamos o nosso passeio para conhecer a Pedra do Segredo, uma grande pedra equilibrada numa base estreita, que fica em cima de uma das paredes do cânion. Logo no início da trilha, um casal nos deu a dica de seguirmos pela margem do rio para chegarmos até lá, pois este caminho seria o mais bonito e fácil. Seguimos a valiosa dica e acompanhamos o rio na caminhada. Que surpresa! O rio despencava do alto do Cânion Fortaleza, numa visão deslumbrante! Era a cachoeira do Tigre, de 200 m de queda!



Um tempo depois, uma nevoa começou a subir vinda do interior do cânion, parecia coisa de filme! Quando conseguimos avistar a Pedra do Segredo, ela aparecia e desaparecia no meio da névoa, fazendo jus a seu nome. Já era tarde e como a névoa avançava trazendo o frio, resolvemos retornar para Cambará do Sul. A visita à Cambará foi uma surpresa muito agradável. Não imaginávamos que o lugar guardava tantos segredos. Vale muito a pena conhecer!

15 de julho de 2008

Gramado e Canela

Cachoeira do Caracol - 131 metros

Depois de nossa visita ao rico templo budista, seguimos viagem em direção à Cambará do Sul para visitar o Parque Nacional da Serra Geral. Na metade do caminho fizemos uma pausa para conhecer Gramado e Canela.

As duas cidades têm muitos atrativos turísticos. Parecem cidades cenográficas devido às suas arquiteturas. Em Canela fomos no estruturado e belo Parque do Caracol. Para conhecer aCachoeira do Caracol mais de perto, descemos por uma escadaria de metal dentro da floresta, com mais de 800 degraus, mas que valem a pena o esforço pois a cascata é lindíssima!

Nas duas cidades existem também outros parques com estrutura para o turismo de aventura, são também famosas por sua gastronomia. Por isso experimentamos um super bem servido "fondue" e também não deixamos de visitar uma tradicional fábrica de chocolates onde Amelia obviamente se fartou.


Apreciamos muito a arquitetura da igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes (1953), construída de pedras em estilo gótico inglês, com torre de 65 metros e 12 sinos, que ouvimos badalar no final do dia.

É em Gramado que ocorre, em agosto, o principal festival de cinema do Brasil , além de um dos maiores eventos natalinos.
Apesar da visita ter durado apenas dois dias, curtimos bem a região.

10 de julho de 2008

Fotos

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