23 de outubro de 2008

Lixo Oceânico nas praias de Fernando de Noronha

A primeira vez que fui à Fernando de Noronha, em 2001, fiquei tão fascinado pela beleza do lugar que fiquei "cego" para ver as coisas ruins da ilha. Em 2004 quando fui morar lá, comecei a conhecer melhor o ambiente e passei a explorá-lo mais, principalmente como fotógrafo.
Naquela época, Márcio Dumel, um guia local, me mostrou os lugares menos explorados e visitados de Noronha, principalmente as trilhas do “Mar-de-fora”. O que vi foi a forte presença de lixo na costa das enseadas daquele lado. Esse lixo, me explicou ele, é trazido pelas correntes marinhas de várias regiões do nosso globo, o que foi constatado, já que víamos que o rótulo das embalagens de plástico vêm de diferentes continentes e países.
Nesta semana eu e a Amélia, inspirados em dar continuidade à campanha contra o uso de sacolas e embalagens plásticas, resolvemos documentar o que o nosso comodismo e descaso estão causando ao meio ambiente, inclusive aqui no isolado arquipélago de Fernando de Noronha.

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Há alguns meses atrás, lendo a Revista Veja, tomei conhecimento do que esse lixo de plástico que encontramos pode representar. Resolvi me aprofundar um pouco no assunto pra poder falar a respeito. No texto abaixo resumi um pouco daquilo que encontrei.

No Pacífico Norte, em lados opostos do arquipélago do Havaí, há dois enormes depósitos de lixo que são mantidos no local pelo movimento circular das correntes marítimas. Estima-se que sejam 100 milhões de toneladas de lixo e que aproximadamente 90% deste são resíduos de plástico. Esta “sopa de plástico”, como é chamada, só vem crescendo e estende-se por uma área o dobro do tamanho do Brasil.

Alguns resíduos encontrados nesta "sopa" tem meio século de idade. São pedaços de redes de pesca, garrafas, tampas, bolas, bonecos, sapatos, sacos de plásticos, pequenos pedaços impossíveis de identificar e muito de tudo o que é possível de ser fabricado em plástico.

A presença de tanto plástico é extremamente problemática para a vida marinha. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos. Rolhas, isqueiros, seringas, filtros de cigarros, escovas de dentes e muitos outros objetos já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, que os engolem pensando tratar-se de comida.

Sugiro que veja um vídeo sobre a autópsia dum albatroz. Se tiver estômago para isso...

O Programa Ambiental das Nações Unidas estima ainda que cada milha quadrada de oceano contenha cerca de 46 mil pedaços de plástico. A mesma característica que torna o plástico útil para os consumidores, a durabilidade, transforma-se num sério problema ambiental. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam no mar.

É possível que este fenómeno se repita em menor escala em outros oceanos.

A Grande "Sopa de Lixo" do Pacífico não está mais restrita a áreas de baixa produtividade, onde passou despercebida por décadas, mas agora já se alastra por águas de elevada riqueza biológica e de grande interesse comercial.

Está também nas nossas mãos evitar a utilização abusiva de produtos de plástico. Evite os produtos com embalagens plásticas e recorra aos sacos reutilizáveis.

Muitos países já proibiram o uso das sacolas.

USE SACOLAS RETORNÁVEIS PARA CARREGAR COMPRAS DE SUPERMERCADO;

PREFIRA PRODUTOS SEM EMBALAGENS PLÁSTICAS;

CONSUMA REFRIGERANTES QUE UTILIZEM GARRAFAS DE VIDRO RETORNÁVEIS;

ENCAMINHE SEU LIXO PARA RECICLAGEM;

FAÇA A SUA PARTE!

7 de outubro de 2008

Um pouquinho do que se vê em Fernando de Noronha...

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Nosso Album.

João e Amelia

Vista do Dois Irmãos na Trilha do Golfinho

Vista da Baía dos Porcos na Trilha do Golfinho

Moreia

Hugo Criança Feliz

Queridos Amigos Silvana e Sebastião da Pousada Beco de Noronha

João Vendendo Seu Material Como de Costume no Por do Sol do Forte do Boldró

João Assinando Livros no Lançamento

Gravação da Matéria de Lançamento do Livro para a TV Golfinho

Tios Queridos Zé Paulo e Hilda em Fernando de Noronha

Princesa em Fernando de Noronha

Brincadeiras no Lançamento do Livro

Brincadeiras no Lançamento do Livro

Brincadeiras no Lançamento do Livro - Rock

Vista do Forte dos Remédios

6 de outubro de 2008

Notícias de Fernando de Noronha

Aqui em Noronha segue tudo bem. O lançamento do livro foi lindo!
Estou trabalhando muito, em 18 dias de ilha só entrei no mar 4 vezes! Enquanto Amelia segue mergulhando todos os dias entre corais, tartarugas, peixinhos, arraias e com a companhia da querida prima Cacá, que chegou depois da visita dos também queridos tios Zé Paulo e Hilda. Entre uma entrega de livros aqui, divulgação ali e vendas acolá me deleito com os visuais que a ilha oferece.

Agora mesmo estou no quarto trabalhando aqui no PC e curtindo um linda vista do mar. E entre checar emails e publicar textos e matérias encontrei no Eco viagem este texto que acho que vale compartilhar no contexto desses dias aqui em Fernando de Noronha.

O papa Bento XVI defendeu neste sábado um turismo solidário e responsável, que respeita a natureza e as culturas de todos os povos. Este foi o chamamento de Bento XVI, que recebeu em sua residência de Castel Gandolfo (a 30 quilômetros de Roma) os participantes de um seminário organizado pelo Centro Turístico Juvenil e pela Oficina Internacional de Turismo Social. O Papa explicou que a Igreja Católica defende a difusão do chamado 'turismo social', que "promove a participação das faixas mais débeis da sociedade e poder ser um válido instrumento de luta contra a pobreza, criando emprego, conservando os recursos e promovendo a igualdade".

Este tipo de turismo representa para Bento XVI "um motivo de esperança num mundo em que se acentuam as distâncias entre os que têm de tudo e os que sofrem de fome, carências e secas".

"É necessário, sobretudo no âmbito do turismo, que tanto se apóia na natureza, que todos tenham uma gestão equilibrada de nosso hábitat", acrescentou.

Para o Papa, nesta missão é de vital importância o trabalho das novas gerações, que devem ser promotores de um "turismo saudável e solidário, que rechace o consumismo e a degradação dos recursos, para dar espaço a gestos de solidariedade, amizade, conhecimento e compreensão".

Somente assim, disse o Pontífice, o turismo "pode se converter num instrumento privilegiado de educação para uma pacífica convivência".

O Papa disse também que a Humanidade "deve proteger o tesouro da criação e empenhar-se na luta contra o uso indiscriminado dos bens da terra, já que sem um adequado limite ético e moral, o comportamento humano pode transformar-se em uma ameaça".

Para Bento XVI, "a gestão responsável da criação integra, ou deveria, uma economia saudável do turismo", enquanto que ao contrário, "o mal uso da natureza e o abuso da cultura das populações locais causam danos também ao turismo".

Para o pontífice, a degradação ambiental "pode ser freada com a difusão de um comportamento que contemple estilos de vida mais sóbrios".

Fonte: EFE