30 de dezembro de 2008

Em 2009


Que tenhamos mais respeito e compaixão ao próximo;
Que desejemos bom dia a todos, na padaria, no elevador, na feira, em casa!
Que demos passagem, ofereçamos o lugar, abramos as portas;
Que sejam atitudes conscientes, feitas com atenção e amor;
Que os sorrisos despertados multipliquem mais e mais atitudes positivas;

Que a retrospectiva 2009 seja sobre a energia do por do sol de Ipanema, sobre as flores da Serra da Graciosa, sobre os Cânions tão pouco conhecidos de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, sobre o colorido e a fé nordestina. Que seja sobre o esforço de proteger a rica verde Mata Atlântica, sobre a diminuição do desmatamento pelo gado ou pela soja, sobre as estatísticas positivas da consciência sobre o lixo e as possibilidades de reutilização e reciclagem. Que seja sobre as histórias dos heróis, não só os dos esportes, dos heróis da vida, dos nossos pais, nossos avós, nossos irmãos e amigos. Do político honesto, do engenheiro gentil, da enfermeira carinhosa, do índio livre em sua terra, do agicultor farto.

Temos o poder da transformação. Ela começa com dois sorrisos. O meu e o seu.

Feliz 2009.
Amelia e João

26 de dezembro de 2008

UBATUBA E NOSSA EXPERIÊNCIA COM A PERMACULTURA


Saímos de Nazaré Paulista de alma lavada e o Sol resolveu dar o ar de sua graça. Fizemos uma visita de dois dias ao Bruno e à Tita em Atibaia, bem pertinho de Nazaré Paulista (bem pertinho se não tivéssemos errado o caminho e andado 1 hora a mais de carro!!) Lá comemoramos o aniversário dela e nos divertimos muito!


Seguimos viagem em direção ao litoral e chegamos em Ubatuba. Lá acampamos em Itamambuca. Eu havia ido a Ubatuba há uns 20 anos atrás e fiquei impressionado com as mudanças que ocorreram. Muitas construções à beira-mar e portões de grandes e luxuosos condomínios bloqueando o acesso à muitas praias. Coincidentemente ontem li uma matéria dizendo que essa foi a principal causa de desmatamento ocorrido nos últimos três anos na região. O pouco que ainda resta da mata atlântica vem sendo devastada ilegalmente para dar lugar às construções.

Mesmo assim Ubatuba ainda reserva tranqüilidade e contato com a natureza. A noite de Lua nova permitiu que uma quantidade absurda de estrelas mostrasse também sua luz - uma beleza! Com alegria pudemos testemunhar algumas estrelas cadentes serpenteando o céu! Na primeira manhã acordei bem cedo e fui até os fundos do terreno do camping onde estávamos, onde passa o rio Itamambuca, e sob o canto dos pássaros fiquei contemplando e fotografando a beleza da paisagem e dos detalhes. O Sol da manha que atravessava a mata iluminava cintilantemente algumas folhas de bananeira - essa região, até a geração passada, basicamente viveu da extração da banana e da pesca. No detalhe encontrei uma pequena aranha que me inspirou em um ensaio fotográfico. Enquanto estava entretido com ela, ouvi um ruído no chão e ao meu lado estava o maior Guaiamum (espécie de carangueijo) que vi na minha vida! Isso me fez lembrar minha rica infância em Itacurussá, onde eu e muitas outras crianças nos divertíamos brincando entre a exuberância da mata e a tranqüilidade do mar de lá.


Depois que Amelia acordou saímos de carro para explorar as praias mais distantes. Conhecemos a tranquila Praia do Felix, Ubatumirim e quando chegávamos à praia da Almada, paramos num mirante pra contemplar o mar e avistamos um grande grupo de golfinhos!
O Camping que ficamos chama-se RECANTO DOS PÁSSAROS e foi o melhor em custo benefício que encontramos em Ubatuba. Para os viajantes, recomendamos lugares como esse, que são justos na sua maneira de cobrar e oferecem um maior contato com a natureza. O terreno possui 8000 metros de área arborizada e o rio que atravessa o final do terreno dá acesso à praia de Itamambuca. O local também oferece a opção de chalés com cozinha.

Camping Recanto dos Pássaros
Contato: Sr. Antonio
Tel: 12 3845 1223

No dia seguinte seguimos no sentido contrário (sul), passando por Ubatuba e fizemos uma trilha até a Praia do Bonete. Foi uma agradável caminhada em contato com o verde.


Saímos da Praia na manhã seguinte e subimos um pouco a serra do Mar para chegar ao IPEMA, onde passamos cinco dias aprendendo sobre sustentabilidade num curso de Permacultura. Para quem não conhece o conceito de Permacultura extraímos do site da PERMEAR um excelente e breve texto sobre o assunto (*).

Esse foi o nosso primeiro contato com a Permacultura. Ficamos acampados no IPEMA (Instituto de Permacultura e Eco vilas da Mata Atlântica) onde aconteceu o curso que foi ministrado por Skye, um australiano que vive no Brasil há alguns anos trabalhando com permacultura junto às comunidades no interior de Minas, onde reside com sua esposa. Ele viveu durante muitos anos em uma ecovila na Austrália e depois passou alguns anos estudando no México.

Escrever a experiência de passar alguns dias no IPEMA daria um livro inteiro. Lá os conceitos de sustentabilidade orientam todo o espaço físico e as atividades e o cotidiano. Todas as construções são de materiais reciclados e reaproveitados. As casas são construídas pelos próprios moradores e feitas de pau-a-pique. São sustentadas por postes antigos inutilizados por companhias elétricas. O piso da sala de aula é de doações de casas demolidas e as telhas de tubo de pasta de dentes recicladas. Utiliza-se pouquíssimo cimento e o que tem de vidro ou madeira é comprado em local onde se vende material para reutilização.

Os banheiros são secos, para ser possível o sistema de compostagem que reutiliza o que eles chamam de “recursos humanos”, que nada mais é do que nossas fezes que são ricas em matéria orgânica que são transformadas em adubo. A energia utilizada é Solar (recurso renovável), captada por placas, apesar da fiação da Cia. de energia elétrica se estender até o portão da propriedade.

Parte do alimento consumido no Ipema é produzido lá mesmo em sistema agroflorestal, que imita o sistema natural. Este, diferente das grandes monoculturas, não esgota o solo e não se utilizam fertilizantes químicos e agrotóxicos. Tudo é orgânico e adubado com os “recursos humanos”, restos de comida e outros derivados das composteiras.

A água cinza, proveniente das pias do banheiro e cozinha, é purificada através de filtros biológicos e é reutilizada para regar a horta.

Tivemos, portanto, contato com um ambiente repleto de bons exemplos a serem seguidos.


O curso aconteceu num “clima” descontraído e sem muitas formalidades. Praticamos Yoga, Dançamos em roda, conversamos a beira da fogueira... O experiente Skye falou sobre permacultura através de informações históricas, geográficas e culturais nos deixando mais a par da atual situação global em termos de sustentabilidade.

(Skye dos dando "asas" para voar no infinito das possibilidades)

Se já tínhamos uma visão alarmante da atual situação de nosso planeta, ficamos ainda mais motivados a pensar e atuar de maneira sustentável.

(Patricia em sua casa de pau a pique)

No curso, depois de uma visão geral sobre o assunto, partimos para a ação que consistiu em nos dividirmos em grupos e planejarmos um ambiente sustentável, no caso uma eco vila. Eu e Amelia ficamos em grupos separados e foi uma experiência muito rica. O trabalho em grupo nos permitiu trocar muitas informações e trabalhar com as diferenças a favor da coletividade. A tomada de decisões por consenso é comum neste contexto. No final do curso todos os grupos se apresentaram e pudemos compartilhar ainda mais idéias.

(Amelia com seu grupo no planejamento de uma Ecovila)

(Fazendo a apresentação do website da Ecovila do meu grupo)

Sair da experiência de Nazaré Uniluz para passar esses dias num lugar tão diferente, tão isolado dos conceitos de cidade grande, e com pessoas que estão numa busca parecida com a nossa, de equilíbrio, de conhecimento para a melhora da qualidade de vida em todos os aspectos, foi de tirar o fôlego. Ficamos pasmos diante de tanta informação das dificuldades que estamos trazendo para o planeta e motivados com a quantidade de energia positiva que recebemos para continuar o nosso caminho.

Amelia disse que depois desses dias a vida dela nunca mais será a mesma. Realmente estamos cada vez mais nos tornando conscientes de que precisamos mudar muitos conceitos e atos para podermos satisfazer nossas necessidades sem diminuir as chances das gerações futuras.

No livro “Alfabetização Ecológica” Fritjof Capra diz “Uma vez que a característica mais proeminente da biosfera é a sua capacidade inerente de sustentar a vida, uma comunidade humana sustentável terá que ser planejada de maneira tal que os seus estilos de vida, tecnologias e instituições sociais respeitem, apóiem e cooperem com a capacidade da natureza de manter a vida.” Que nos sirva de inspiração!

(*) “Permacultura é algo fácil de identificar com um monte de desejos pessoais profundos entre aquelas pessoas que sonham com paz, harmonia e abundância. Mas leva-se muito tempo para entender. Não se sinta desencorajado o leitor que está ansioso por conhecer a Permacultura ou aquele que julgava tê-la compreendido: os conceitos estão dados e são até bastante claros. A verdade é que as coisas mais importantes da vida exigem tempo e dedicação, tanto mais quando representam quebras de paradigmas.

Assumir para nossas vidas aquilo que é radicalmente novo não é tarefa fácil – no mais das vezes enfrentamos nossos próprios limites de compreensão e aceitação. Por isso, é preciso coragem, fé e determinação para tornar-se um permacultor. E tomar o tempo como aliado.

Nas palavras de Bill Mollison de que mais gosto, a Permacultura é “uma tentativa de se criar um Jardim do Éden”, bolando e organizando a vida de forma a que ela seja abundante para todos, sem prejuízo para o meio ambiente. Parece utópico, mas nós praticantes sabemos que é algo possível e para o qual existem princípios, métodos e estratégias bastante factíveis. Os exemplos estão aí, para quem quiser ver, nos cinco continentes e em mais de uma centena de países.

Conceitos
Os australianos Bill Mollison e David Holmgren, criadores da Permacultura, cunharam esta palavra nos anos 70... Estavam buscando os princípios de uma Agricultura Permanente... O conceito evoluiu para “um sistema de planejamento para a criação de ambientes humanos sustentáveis”, como resultado de um salto na busca de uma Cultura Permanente, envolvendo aspectos éticos, socioeconômicos e ambientais.

Para tornar o conceito mais claro, pode-se acrescentar que a Permacultura oferece as ferramentas para o planejamento, a implantação e a manutenção de ecossistemas cultivados no campo e nas cidades, de modo a que eles tenham a diversidade, a estabilidade e a resistência dos ecossistemas naturais. Alimento saudável, habitação e energia devem ser providos de forma sustentável para criar culturas permanentes.

No centro da atividade do permacultor está o design, tomado como planejamento consciente para tornar possível, entre outras coisas, a utilização da terra sem desperdício ou poluição, a restauração de paisagens degradadas e o consumo mínimo de energia...

No primeiro nível, a ação do permacultor volta-se principalmente para áreas agrícolas com o propósito de reverter situações dramáticas de degradação sócio-ambiental. “Culturas não sobrevivem muito tempo sem uma agricultura sustentável”, assegura Bill Mollison. No entanto, os sistemas permaculturais devem evoluir, com designs arrojados, para a construção de sociedades economicamente viáveis, socialmente justas, culturalmente sensíveis, dotadas de agroecossistemas que sejam produtivos e conservadores de recursos naturais.

Cooperação e solidariedade
A Permacultura exige uma mudança de atitude que consiste basicamente em fazer os seres humanos viver de forma integrada ao meio ambiente, alimentando os ciclos vitais da natureza. Como ciência ambiental, reconhece os próprios limites e por isso nasceu amparada por uma ética fundadora de ações comuns para o bem do sistema Terra.

Mollison e Holmgren buscaram princípios éticos universais surgidos no seio de sociedades indígenas e de tradições espirituais, que estão orientados na lógica básica do universo de cooperação e solidariedade. Não é possível praticar a Permacultura sem observá-los.

Primeiro, será preciso assumir a ética do cuidado com a Mãe-Terra para garantir a manutenção e a multiplicação dos sistemas vivos. Depois, o cuidado com as pessoas para a promoção da autoconfiança e da responsabilidade comunitária. E por fim, aprender a governar nossas próprias necessidades, impor limites ao consumo e repartir o excedente para facilitar o acesso de todos aos recursos necessários à sobrevivência, preservando-os para as gerações futuras.

Como parte dos sistemas vivos da Terra e tendo desenvolvido o potencial para desfazer a sustentabilidade do planeta, nós temos como missão criar agora uma sociedade de justiça, igualdade e fraternidade, a começar pelos marginalizados e excluídos, com relações mais benevolentes e sinergéticas com a natureza e de maior colaboração entre os vários povos, culturas e religiões.

Toda ética tem a ver com práticas que querem ser eficazes. “A ética da Permacultura serve bem para iluminar nossos esforços diários de trabalho com a natureza a partir de observações prolongadas e cuidadosas, com base nos saberes tradicionais e na ciência moderna, substituindo ações impensadas e imaturas por planejamento consciente”, assevera Bill Mollison. A chave é estabelecer relações harmoniosas entre as pessoas e os elementos da paisagem.”

Mais informações: PERMEAR (www.permear.org.br)

19 de dezembro de 2008

Felizes com a crise!

Escrito por Danilo Pretti Di Giorgi

Imagine se, como no livro Revolução dos Bichos, de George Orwell, os animais do planeta tivessem senso crítico e opinião, ou, como em Senhor dos Anéis, obra de J. R. R. Tolkien, as árvores fossem capazes de fazer reuniões para decidir o que é melhor para sua floresta. Teríamos hoje a maior parte dos seres vivos do planeta a comemorar as possíveis conseqüências ambientais positivas da crise.

macaco2

Num cenário recessivo, seriam grandes as chances de redução nas emissões de carbono, no consumo de madeira nativa e na demanda por novas áreas de floresta para criação de gado e plantio de soja. Cairia também o crescimento do consumo de energia elétrica e, assim, arrefeceria a pressão para a construção de novas hidrelétricas em áreas de floresta virgem; até mesmo as linhas de financiamento para obras de grande porte escasseariam. A pesca industrial também seria reduzida, o que daria um respiro para as espécies de peixes marinhos ameaçados de extinção. Com a queda da produção e do consumo, seria menor a quantidade de mercadorias transportadas entre as cidades e países, com menos caminhões queimando o óleo diesel de quinta qualidade que polui as estradas e cidades brasileiras com seus índices indecentes de emissão de enxofre. Uma recessão faria diminuir o número de celulares (e suas baterias venenosas) sendo jogados no lixo a cada minuto. Com a queda nas vendas de automóveis e demais produtos industrializados que utilizam minério de ferro e outros minerais em sua produção, as reservas desses recursos naturais (que são finitas, não custa relembrar) e a natureza ao redor delas seriam poupadas. Com retração da economia, as pessoas consumiriam menos e cairia a produção de lixo, tornando menos urgente encontrar soluções para a superlotação dos aterros sanitários e dos famigerados lixões.

Enquanto arrancamos os cabelos preocupados o crescimento do desemprego, nossos bichos e árvores falantes celebrariam as notícias deste outubro de 2008, segundo as quais a Petrobras reduziu a previsão de investimentos e ampliou os prazos para a exploração do petróleo na área do pré-sal. Mais: o governo Lula prevê cortes nos investimentos em infra-estrutura e nas obras do PAC, algumas delas verdadeiros desastres ambientais programados.

Há ambientalistas que argumentam que a crise pode de alguma forma ser prejudicial, ao inibir investimentos e decisões governamentais ambientalmente positivas. Os debates travados na reunião de cúpula da União Européia, realizada este mês, reforçam a tese: nove integrantes do bloco, liderados pela Itália de Berlusconi, usaram a crise econômica como razão para colocarem-se contra um plano já acordado meses atrás, que prevê redução em 20% da emissão de gases que provocam o efeito estufa até 2020. Para Berlusconi, “as empresas italianas não estão em condições de arcar com as despesas para atingir essas metas”.

Mas o histórico recente de desrespeito a acordos de emissão de gases mostra que esse caminho não merece ser levado a sério por quem realmente se preocupa com a questão ambiental. O famoso Protocolo de Kyoto, por exemplo, assinado em 1997, morreu de desgosto por ter sido sistematicamente desrespeitado pelos governos signatários - e isso apesar de que suas metas de redução eram consideradas insuficientes para conter os efeitos das emissões.

A provável redução no direcionamento de recursos para conservação é outra preocupação válida. Mas arrisco afirmar que os benefícios da retração na degradação ambiental em caso de recessão superariam em muito eventuais problemas com corte de verbas para projetos de proteção e conservação.

Seja nos próximos meses ou daqui a cinco, 15 ou 100 anos, a derrocada desse sistema econômico é inevitável, uma vez que se baseia em premissas insanas e insustentáveis, como a de que os recursos naturais que o alimentam têm suprimento infinito e que o crescimento econômico constante e ilimitado é possível. Em algum momento, a escassez de recursos em geral, em especial os minerais (muitos com data marcada para acabar, como destacado neste espaço no artigo O preço do índio), será um dos fatores que vão inviabilizar a perpetuação do sistema linear de extração-produção-consumo no qual estamos mergulhados e nos afundando. Mas tenho esperança de que não precisaremos secar as fontes para interromper essa espiral de insanidade.

Apesar de saber que toda a humanidade, incluindo eu, minha família e amigos, sofrerão na pele as duras conseqüências de um mergulho recessivo da economia, tendo a ficar do lado dos bichos e vegetais encantados e torcer para que o remédio amargo seja tomado logo desta vez, e o quanto antes. Porque, dada a velocidade que a destruição assumiu nas últimas décadas, apesar de ainda termos hoje grandes pedaços de floresta relativamente intactos, muitos peixes no mar e alguns rios limpos e livres de represas, corremos o risco de perder tudo isso em poucos anos.

As conseqüências das barbeiragens protagonizadas por homens elegantes que usam gravatas de milhares de dólares mostram que talvez não seja necessário esperar que as geleiras derretam, o sertão vire mar nem a Amazônia transforme-se num deserto para que o caos se instale entre nós. Melhor que ele venha logo enquanto ainda temos grande parte da biodiversidade do mundo intacta. E tomara que aprendamos alguma coisa de útil com sua chegada.

Danilo Pretti Di Giorgi é jornalista.

Fonte: Correio da Cidadania.

11 de dezembro de 2008

Mãe


Obrigado Mãe,
pela fartura que me serves de seu ventre.

Obrigado Mãe,
pelo amor que alimenta minha alma.

Obrigado Mãe,
por seu eterno Ser.

Obrigado mãe.

3 de dezembro de 2008

Entrevista Rádio CBN

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Demos uma entrevista para a Rádio CBN no último sábado.
Eles tem um programa sobre blogueiros e nos chamaram para falarmos da nossa expedição e do nosso blog.
Dêem uma ouvida em parte da entrevista!!

Vivendo Nazaré Uniluz

Estamos há alguns dias sem escrever por dois motivos. O primeiro é a falta de internet. Temos ido à lugares isolados que realmente não têm sinal. Mas o segundo e principal motivo é a introspecção. O blog nos faz escrever cada detalhe das nossas experiências mas as vezes precisamos sentar um pouco e respirar pra organizar as idéias. Foi o que aconteceu nas últimas semanas. Estivemos em lugares que estão mudando as nossas vidas. É difícil colocar em palavras, não há palavras suficientes ou eu não as conheço suficientemente. São lições, são paradoxos, são inícios que são fins e fins que são inícios.


Nazaré Universidade da Luz, em Nazaré Paulista – SP, tem mais de 25 anos de existência. Foi fundada por um grupo de pessoas com a necessidade de transformar o mundo e em todos esses anos já passou por profundas mudanças, que acredito terem sido positivas.
Nazaré Uniluz, na minha opinião e na do João, é um lugar elevado que ilumina pela sua simplicidade. Simplicidade no trato da alma, do corpo, do mundo. Isso é luz pois acho difícil ver simplicidade na alma, no corpo e no mundo.

Vou usar a palavra “retiro” pra tentar me expressar. Nazaré é um lugar para se retirar e fazer uma conexão com seu eu interno. Eles prezam pelo silêncio, pela meditação, atenção plena no aqui e agora, cuidado amoroso e partilha com tudo e todos. Mas lembrando, tudo trabalhando o que há de mais simples dentro de nós. Enfatizo isso porque acho que lugares “elevados” como esse as vezes assustam aos que não têm tempo para pensar no auto conhecimento devido ao dia-a-dia. Nazaré Uniluz é um lugar para todos!

Chegamos lá numa segunda-feira para participar da atividade de “Viver em Grupo”. Naquela semana a ênfase foi em serviços: “Servir é mais do que simplesmente realizar um serviço. No caminho espiritual o serviço ... é uma oportunidade de se colocar em contato com o amor que permeia todas as coisas e todos os seres. Uma real experiência de unidade. Servir, colocar seus talentos a disposição do bem maior, é expressar o amor incondicional...”

Fomos muito bem recebidos e ficamos impressionados com tudo, com a beleza do jardim e sua imensa quantidade de flores, com o sorriso e olhar das pessoas, com seus objetivos e histórias.
Nazaré possui o que eles chama de “ritmo diário”. São pequenas regras e horários que devem ser cumpridos para que se mantenha a harmonia do lugar. As 7:00 há a meditação da manhã seguida de um mais que delicioso café da manhã. A meditação se repete às 12:00 e às 19:00, todas na sala de meditação ou, a da tarde, no jardim.
A sala de meditação mereceria um capítulo a parte - imaginem a energia de uma sala com mais de 25 anos de pessoas meditando lá dentro. É forte... mas é simples...
Brinquei com a nossa facilitadora Rosangela que a meditação era a melhor parte do dia pois significava que 20 minutos depois era a hora da refeição. Acho que não há processo de auto conhecimento suficiente para melhorar minha gula. A comida de lá é muito saborosa! E só de pensar que 1 pessoa só consegue cozinhar aquela delícia toda para um batalhão de gente é de impressionar. Parabéns para a Márcia.
A maior parte do alimento é produzida lá mesmo. Eles possuem uma horta enorme, plantam feijão, batatas e muitos outros vegetais e frutas. Plantam também ervas medicinais, temperos, de tudo e mais um pouco.
Das 22 horas até apos o café da manhã do dia seguinte o silêncio é preservado. Isso ajudou muito a acalmar a nossa mente. Você acorda com calma. Acorda sem pensar em tudo que deverá fazer no dia. Você acorda, medita e toma o seu café da manhã para alimentar o corpo. O dia mesmo parece só começar depois desse ritual.

Durante o dia nos dedicávamos à atividades cotidianas para manter o campus organizado, sempre enfatizando o serviço como expressão da alma. Toda manhã e tarde a Rosangela nos dava duas ou três opções para escolhermos. Eu e o João sempre optávamos por atividades distintas para termos experiências independentes. Durante nossa estadia tivemos a deliciosa oportunidade de trabalhar na horta, onde mexi com terra pela primeira vez na vida, ajudamos na cozinha, na arrumação e limpeza do lugar, na jardinagem e na sala de artes ajudando a tear um tapete - com certeza uma das minhas atividades prediletas. Só não foi a que mais gostei porque em uma das tardes ficamos na padaria produzindo os pães para a semana seguinte. Eu havia passado 4 dias só me deleitando com este pão e tive a oportunidade de fazê-lo para outras pessoas. E pra gente, pois compramos 5 dos pães que fizemos! Aguardem pois a receita está na nossa bagagem!

Antes de cada atividade retirávamos um papelzinho que continha um Anjo que nos acompanharia durante aquele dia. Tirei duas vezes o Anjo da Aventura: “Quando surge o convite para a aventura, é hora de seguir adiante e abrir o caminho para o novo, de fazer o que for necessário para cruzar a fronteira entre o conhecido e o desconhecido, trazendo riquezas espirituais sem preço.” Acho que não preciso dizer muita coisa a mais né...


(Todos os anjos possuem um desenho. Este é o desenho do Anjo da Aventura.)


Termino este texto da mesma forma que o comecei para enfatizar a filosofia chinesa Taoísta de que todo fim é um início e todo início é um fim:
Demorei para escrever estas palavras porque para mim é um desafio tremendo me expor e me colocar em julgamento para os amigos e familiares que estão tão longe de mim agora. Os julgamentos tendem a ser positivos mas a minha insegurança de estar mudando tanto os paradigmas da minha vida me trazem um medo constante de ser mal interpretada. Os nossos últimos dias aqui realmente foram muito intensos e eu estava com medo de não encontrar as melhores palavras para me expressar e passar o conhecimento que estamos vivenciando e que sinto a necessidade e obrigação de passar adiante.
Hoje o João foi fotografar e eu quis me dedicar a este texto. As palavras fluíram de forma abençoada e o que eu achei que fosse ser um martírio foi... foi simples!

Eu o João compramos em Nazaré o livrinho dos Anjos. Quando abri meu anjo de hoje, vejam a dádiva (que nesse momento me traz lágrimas aos olhos):
“O Anjo da Benção
A benção de ser consciente, de estar aberto, é a nossa maior dádiva: é algo que jamais se restringe a uma só pessoa. Quando somos abençoados, tudo a nossa volta participa conosco desse momento. Abençoe e torne sagrado tudo o que você é nesse instante.”

Obrigada à todos.
As sensações são minhas e do João.

29 de novembro de 2008

Video de Itatiaia

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26 de novembro de 2008

Nazaré.

Estamos AQUI! Conheçam!

25 de novembro de 2008

ESTAMOS DE VOLTA! ITATIAIA – RJ

Sim! Estamos de volta! Finalmente! É impressionante como as vezes o tempo parece nos pegar pelo pé! Não podemos ficar tanto tempo longe da natureza e da estrada assim. Esse é o nosso caminho agora.

Recomeçamos nossa viagem com uma boa dose de generosidade da Mãe Terra. O lugar que estamos acampados é uma floresta linda. Fica no cume de uma montanha e de cada lado dela tem um vale com um rio de águas límpidas e deliciosas. Dentro do camping tem várias trilhas que chegam em quedas d’água e poços pra banho. As trilhas são em meio à exuberante mata atlântica e a água é gélida, daquelas que lava a alma dos corajosos que agüentam o frio. Eu só entrei no primeiro dia - lavou a minha alma para os todos os dias seguintes, porque não me arrisco a entrar ali de novo não! Saí tremendo! Mas foi uma delícia.

A dose boa de generosidade veio também com a quantidade de chuva. Choveu todos os dias à tarde e em tres dias choveu quase o dia inteiro. Mas a barraca suportou muito bem e a experiência foi diferente e também agradável. Nos obrigou a ficar mais quietinhos dentro da barraca e não restava fazer outra coisa se não ler, escrever, editar fotos. Para os que me conhecem bem, sabem que eu gosto de uma partidinha de buraquinho, passatempo que a gente sempre faz depois do jantar. O João na verdade, inquieto como é, mesmo com chuva, se acabou de tanto fotografar. Largou a grande angular e se ateve aos detalhes da mata. Sacou a lente macro e saiu tirando fotos de insetos, de flores e de folhas.

Ele diz que através da fotografia, contempla universos em várias escalas. Desde grandes paisagens, como montanhas na Chapada Diamantina, ao micromundo de um simples tronco de árvore na mata, que abriga uma infinidade de vida em tamanho miniatura: texturas, formas abstratas e também muita vida.

Detalhes da mata - Fotos João

O camping que estamos fica na Serrinha, no município de Resende, na região de Itatiaia. Fica bem no começo da estrada de terra que sobe para Mauá. É do Camping Clube do Brasil e possui um terreno de nada menos que 250 mil metros quadrados de pura natureza. O camping existe há 35 anos e nos anos 80, segundo o administrador, vivia completamente abarrotado de gente. Foi o primeiro camping dessa região de Mauá e Itatiaia e nos grandes feriados chegava a ter 300 barracas no jardim do terreno. Hoje a procura é mínima. As pessoas acabam dando prioridade á badalada Visconde de Mauá/Maromba e o conforto e gastronomia de Penedo.

E é aqui que entra a pergunta que quero fazer pra todos que estiverem lendo. Por que a gente não passa mais tempo da vida acampando e curtindo a natureza? É tão bom, tão bom!

Claro, o ideal é ter uma estrutura, boa barraca, material de cozinha - o resto é luxo! Como nossa viagem é longa, temos realmente tudo que precisamos mas o que vale é o contato com a natureza!

O verde do camping e o clima mágico

Quer descansar no feriado? Quer estar em meio à natureza pra relaxar de verdade? Respirar ar puro, se desligar do dia a dia, do stress, da barulhada da cidade? Vem pra Serrinha! Vem pra esse camping! Sério! Estamos aqui em pleno feriado, num lugar enorme, super bem estruturado, com cozinha, banheiro com chuveiro pelando, sauna à lenha na beira do rio, cachoeiras para se tomar banho - e estamos praticamente sozinhos! O terreno é praticamente todo nosso!
www.campingclube.com.br

Cachoeira Véu de Noiva - Itatiaia

Estamos a poucos quilômetros do Parque Nacional do Itatiaia que tem coisas lindas pra se ver como a cachoeira Véu de Noiva, o Pico das Agulhas Negras e o Cume das Prateleiras.

Só conseguimos ir pra Itatiaia 1 vez por causa da chuva. Fomos na cachoeira Véu de Noiva e no lago Azul. O resto do tempo nos contentamos com as atrações do próprio camping como Poço das Esmeraldas e o Rio Sto Antonio.

Amelia no Rio Sto Antonio - Serrinha

O Parque Nacional do Itatiaia foi o primeiro parque do Brasil e já possui mais de 70 anos. Visitamos o Museu (Centro de Visitantes) que tem salas interativas e exposições de fotografias e é rico em informações sobre geologia, fauna e flora. Vale a pena.

Centro de Visitantes Parque Nacional do Itatiaia

Sábios foram meus avós que há anos vieram pra itatiaia passar a lua de mel!

A gente veio parar na Serrinha pois estamos no meio do caminho para Jacareí (SP). Lá vamos participar de uma atividade na Nazaré Universidade da Luz - um lugar que eu estou ansiosíssima para conhecer. É como um retiro com “vivencias” para estimular a pratica da “meditação, silêncio, cuidado amoroso, partilha, comunicação sustentável, liderança circular e responsabilidade sócio-ambiental”. Contaremos os detalhes da experiência em poucos dias! Até lá!


14 de novembro de 2008

Nós na "Rio This Week"

Chegamos em casa hoje depois de fazer as compras para o reinício da expedição e havia acabado de chegar pelo correio a revista "Rio This Week" com a linda matéria que a Amélia escreveu ilustrada com as fotos da expedição. Obrigado Betão, Marina e todo pessoal da revista!
Isso só nos motiva ainda mais para continuar essa deliciosa viagem. Dêem uma conferida na matéria clicando em BRASIL AFORA depois de entar AQUI e continuem na nossa carona!
João e Amelia.

Troque seu Lixo por MPB!

Show Doe seu lixo por música , Rio De Janeiro - Apoteose 21/11

13 de novembro de 2008

Artes!





7 de novembro de 2008

A vida acumulando lixo.

Faz tempo que não escrevo.

Viver Noronha foi uma experiência intensa e muito pessoal, por isso ainda não consegui desenvolver um texto sobre o 1 mês e 10 dias que por lá passamos.
Desde que voltamos na semana passada, tenho trabalhado em eventos para meus pais e o João está agitando alguns últimos detalhes do livro que ficaram pendentes.
Retornaremos à viagem na semana que vem ou na próxima. Estamos ansiosos e com saudades da estrada.

Bem, fiquei com vontade de colocar minha cara aqui de novo pra continuar falando do lixo. Assunto mais do que discutido entre eu e o João nas últimas semanas.Todo esse lance de coleta de lixo, de acúmulo de lixo, de consumo de lixo, de LIXO como um todo, é recente pra mim.
Como quase tudo que tenho vivido ultimamente é recente pra mim.
E como quase tudo que tenho vivido ultimamente, o assunto é forte, importante e essencial para uma vida equilibrada.
O lixo é um tapa na minha cara sobre a minha falta de atenção à valores primordiais pra uma vida neste planeta.
E não to aqui defendendo o planeta, to aqui defendendo a vida. A minha vida, a sua vida e, sim, a vida da folha, do peixe, da fruta.

Antes, quando eu trabalhava 12 horas por dia e vivia um stress constante, eu não pensava no lixo. Simplesmente não pensava. Não tinha tempo, eram outras as minhas preocupações. Eu entendo portanto os que ainda não se preocupam. A ficha ainda não caiu. Não deu tempo. São mesmo muitas as nossas responsabilidades na vida moderna.
Mas então já que os compreendo e estava nessa posição há tão pouco tempo, me coloco à disposição para lembrar à todos o que acontece com todo o lixo que acumulamos. O que acontece é LIXO ACUMULADO! A embalagem da escova de dentes que eu comprei, o protetor do absorvente que eu uso, o papel higiênico que entre outras coisas eu assuo o meu nariz alérgico, a embalagem cheia de frescuras do meu aparelho de celular, o papel de seda que embrulhou a minha nova blusa, a caixinha do filme do João, a embalagem do shampoo, do creme, do sabonete líquido, as folhas de papel onde imprimi os rooming lists e instrutivos dos últimos eventos, alem das 1100 sacolas plásticas que protegiam as camisetas de brinde do evento que acabei de fazer. Tudo vira lixo. Tudo fica por aqui, espalhado na nossa vida, longe dos nossos olhos pra gente não ver, mas muito perto da nossa consciência quando a gente consegue prestar atenção.

É claro que nem tudo tá perdido. Hoje se fala muito mais nesse assunto do que ontem. A consciência se espalha.
São várias as empresas que estão tomando atitudes, como o grupo Pão de Açúcar que acabou de abrir, no estado de SP, o primeiro supermercado verde da América Latina. Lá, entre muitas outras coisas, o consumidor encontra o Caixa Verde. Na hora de pagar vc pode tirar seus produtos das embalagens que não precisam ser levadas pra casa e depositar num container que é enviado para reaproveitamento do material.
Mais informações clique aqui.

Fato é que muitos como eu se perguntam qual o percentual do lixo que pode ser reciclado, ou reaproveitado. A resposta é simples: praticamente tudo!
Então, porque não é feito? Porque, como determinam as leis do mercado, é preciso que haja demanda. É preciso ter empresas de reciclagens em quantidade e especialidades diferentes, que haja separação correta dos materiais em todos os segmentos da sociedade e é preciso ter destinação final, ou seja, mercado para os produtos.

Coleta-se aqui no Brasil, em média, 125 mil toneladas de resíduos domiciliares por ano e só uma pequena parcela é reciclada. O País perde quase cinco bilhões de reais por ano por não reciclar tudo que poderia. Reciclamos apenas 5% das embalagens de vidro (o Japão, por exemplo, chega a 55,5%) e 15% das embalagens PET que são transformados em fibras. São índices considerados muito baixos, principalmente quando comparado ao resto do mundo.
Reciclagem, segundo o blog da Comlurb, é o processo industrial que converte o lixo descartado em produto semelhante ao inicial ou a outro; processo que visa poupar energia; poupar recursos naturais e trazer de volta ao ciclo produtivo o que é jogado fora. É preciso começar a olhar o lixo como fonte de riqueza. Para reciclá-lo é necessário separá-lo, pelo menos retirando o lixo molhado – que são os resíduos orgânicos – do lixo seco.
É aí que entra o meu objetivo aqui. Somos responsáveis por nossas ações no mundo. Somos portanto responsáveis pelo lixo que acumulamos.
O que antecede à reciclagem é a nossa conscientização. É prestarmos atenção ao nosso consumo, afinal, reduzir consumo significa reduzir lixo. É mudando o consumo, que podemos contribuir para não mudar o clima do planeta.
Consciência ecológica é o primeiro passo. Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar aproximadamente 6 saco plásticos por semana, ou seja, 24 sacos por mês, 288 sacos por ano e 22.176 sacos ao longo da vida. Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas. Podemos comprar produtos com embalagens recicláveis, evitar a impressão de documentos desnecesarios, reaproveitar sobras de papel, abolir os copos descartáveis, comprar produtos com embalagens economicas, desperdiçar menos, e, principalmente, iniciar dentro de casa a prática da coleta seletiva. Algumas dicas:

SEPARAÇÂO DE MATERIAIS RECICLÁVEIS
O material da coleta seletiva é o lixo seco, ou seja, sem mistura de lixo orgânico, tais como restos de comida, restos de frutas, legumes e verduras, etc. O papel e o papelão também devem estar secos.
O material separado deve estar exposto em saco plástico transparente específico vendido em todos os supermercados.
A Comlurb faz a coleta deste lixo uma vez por semana. Para os cariocas, no site da Comlurb vc se informa sobre o dia da semana em que há coleta na sua rua (Atenção: escrever a rua principal que há perto da sua casa). Alem disso há diversas Cooperativas de Catadores de Lixo que também farão está coleta aleatóriamente.
O lixo será então separado em:
a) - Vidros: garrafas, frascos em geral, potes e copos;
b) - Papel/papelão: jornais, revistas, cadernos, folhas, papel laminado, sacos de papel, embalagens em geral, papelão;
c) - Metais: latas em geral, peças de alumínio, peças de cobre, fios, pequenas sucatas;
d) - Plástico: garrafas, frascos, brinquedos, sacolas, potes, tampas.
(Todos esses itens devem estar limpos para garantir a qualidade do produto.)


Mas temos que lembrar que, mesmo reaproveitados, chegará o momento em que todo este material vira lixo de novo e vai acabar em um aterro sanitário – por isso, atenção ao consumo, atenção à vida!

23 de outubro de 2008

Lixo Oceânico nas praias de Fernando de Noronha

A primeira vez que fui à Fernando de Noronha, em 2001, fiquei tão fascinado pela beleza do lugar que fiquei "cego" para ver as coisas ruins da ilha. Em 2004 quando fui morar lá, comecei a conhecer melhor o ambiente e passei a explorá-lo mais, principalmente como fotógrafo.
Naquela época, Márcio Dumel, um guia local, me mostrou os lugares menos explorados e visitados de Noronha, principalmente as trilhas do “Mar-de-fora”. O que vi foi a forte presença de lixo na costa das enseadas daquele lado. Esse lixo, me explicou ele, é trazido pelas correntes marinhas de várias regiões do nosso globo, o que foi constatado, já que víamos que o rótulo das embalagens de plástico vêm de diferentes continentes e países.
Nesta semana eu e a Amélia, inspirados em dar continuidade à campanha contra o uso de sacolas e embalagens plásticas, resolvemos documentar o que o nosso comodismo e descaso estão causando ao meio ambiente, inclusive aqui no isolado arquipélago de Fernando de Noronha.

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Há alguns meses atrás, lendo a Revista Veja, tomei conhecimento do que esse lixo de plástico que encontramos pode representar. Resolvi me aprofundar um pouco no assunto pra poder falar a respeito. No texto abaixo resumi um pouco daquilo que encontrei.

No Pacífico Norte, em lados opostos do arquipélago do Havaí, há dois enormes depósitos de lixo que são mantidos no local pelo movimento circular das correntes marítimas. Estima-se que sejam 100 milhões de toneladas de lixo e que aproximadamente 90% deste são resíduos de plástico. Esta “sopa de plástico”, como é chamada, só vem crescendo e estende-se por uma área o dobro do tamanho do Brasil.

Alguns resíduos encontrados nesta "sopa" tem meio século de idade. São pedaços de redes de pesca, garrafas, tampas, bolas, bonecos, sapatos, sacos de plásticos, pequenos pedaços impossíveis de identificar e muito de tudo o que é possível de ser fabricado em plástico.

A presença de tanto plástico é extremamente problemática para a vida marinha. De acordo com o Programa Ambiental das Nações Unidas, é a causa da morte de mais de um milhão de aves marinhas todos os anos, bem como de mais de cem mil mamíferos marinhos. Rolhas, isqueiros, seringas, filtros de cigarros, escovas de dentes e muitos outros objetos já foram encontrados nos estômagos de aves mortas, que os engolem pensando tratar-se de comida.

Sugiro que veja um vídeo sobre a autópsia dum albatroz. Se tiver estômago para isso...

O Programa Ambiental das Nações Unidas estima ainda que cada milha quadrada de oceano contenha cerca de 46 mil pedaços de plástico. A mesma característica que torna o plástico útil para os consumidores, a durabilidade, transforma-se num sério problema ambiental. Cerca de 100 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos e 10% acabam no mar.

É possível que este fenómeno se repita em menor escala em outros oceanos.

A Grande "Sopa de Lixo" do Pacífico não está mais restrita a áreas de baixa produtividade, onde passou despercebida por décadas, mas agora já se alastra por águas de elevada riqueza biológica e de grande interesse comercial.

Está também nas nossas mãos evitar a utilização abusiva de produtos de plástico. Evite os produtos com embalagens plásticas e recorra aos sacos reutilizáveis.

Muitos países já proibiram o uso das sacolas.

USE SACOLAS RETORNÁVEIS PARA CARREGAR COMPRAS DE SUPERMERCADO;

PREFIRA PRODUTOS SEM EMBALAGENS PLÁSTICAS;

CONSUMA REFRIGERANTES QUE UTILIZEM GARRAFAS DE VIDRO RETORNÁVEIS;

ENCAMINHE SEU LIXO PARA RECICLAGEM;

FAÇA A SUA PARTE!

7 de outubro de 2008

Um pouquinho do que se vê em Fernando de Noronha...

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Nosso Album.

João e Amelia

Vista do Dois Irmãos na Trilha do Golfinho

Vista da Baía dos Porcos na Trilha do Golfinho

Moreia

Hugo Criança Feliz

Queridos Amigos Silvana e Sebastião da Pousada Beco de Noronha

João Vendendo Seu Material Como de Costume no Por do Sol do Forte do Boldró

João Assinando Livros no Lançamento

Gravação da Matéria de Lançamento do Livro para a TV Golfinho

Tios Queridos Zé Paulo e Hilda em Fernando de Noronha

Princesa em Fernando de Noronha

Brincadeiras no Lançamento do Livro

Brincadeiras no Lançamento do Livro

Brincadeiras no Lançamento do Livro - Rock

Vista do Forte dos Remédios